
Um relatório interno do STF (Supremo Tribunal Federal) identificou ameaças de “fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento” contra ministros da Corte na rede social X (antigo Twitter). Um trecho do documento foi publicado pelo ministro Flávio Dino nesta sexta-feira (9), no Instagram.
Segundo o relatório, o X concentra o maior volume e a maior proporção de “publicações hostis” contra os integrantes do STF.
O levantamento cita publicações como: “Primeiro a ser fuzilado… Flávio Dino, por ter proibido o acesso às armas” e “invadir o STF e fazer com Moraes, Dino e Zanin igual fizeram com Tiradentes, cabecinha em praça pública”. Os posts revelados por Dino são todos de outubro de 2026.
Em publicação no Instagram, Dino afirma que o ódio expresso nas mensagens decorre da disseminação repetida de mentiras com o objetivo de estimular a violência.
“Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”, disse.
Dino afirmou que as ameaças não vão alterar sua atuação profissional, mas destacou a importância de refletir sobre os riscos que representam para a independência do Judiciário.
“Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, afirmou.
Inquérito das Fake News
Em 2019, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, abriu de ofício o processo que ficou conhecido como “Inquérito das Fake News”. Com Alexandre de Moraes designado relator, a ação serviria para investigar ataques e disseminação de fake news sobre a Corte e seus magistrados sob o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Sete anos depois, o inquérito segue aberto sob muitas críticas que vão desde sua duração até o quanto o objeto de investigação do processo foi estendido por Moraes.
Em meados de setembro, após Moraes usar o inquérito para pedir a investigação do colega André Mendonça por suposta improbidade e favorecimento de colegas nas investigações do Banco Master e do INSS, o atual presidente da Corte, ministro Edson Fachin, decidiu retirá-lo da relatoria. Fachin defende publicamente o encerramento da investigação.
Antes das eleições, crescia dentro do STF o entendimento de que o procsso era necessário no momento em que foi criado, mas que a existência dele hoje não se justifica mais.
Com o resultado das eleições para Câmara e Senado, porém, uma ala do STF avalia com preocupação o futuro da Corte, já que parte dos congressistas se elegeram tendo o discurso anti-STF como mote.
A estimativa dentro do tribunal é de que cerca de 50 senadores são declaradamente favoráveis ao impeachment de ministros do STF. Alexandre de Moraes seria o principal alvo.
Além da possibilidade de impeachment, há preocupação quanto ao esvaziamento das funções da Corte. Retirar casos criminais da competência do STF é algo já discutido pela direita que pode ganhar força no próximo ano.
Antes das eleições, crescia dentro do STF o entendimento de que o procsso era necessário no momento em que foi criado, mas que a existência dele hoje não se justifica mais.
Com o resultado das eleições para Câmara e Senado, porém, uma ala do STF avalia com preocupação o futuro da Corte, já que parte dos congressistas se elegeram tendo o discurso anti-STF como mote.
A estimativa dentro do tribunal é de que cerca de 50 senadores são declaradamente favoráveis ao impeachment de ministros do STF. Alexandre de Moraes seria o principal alvo.
Além da possibilidade de impeachment, há preocupação quanto ao esvaziamento das funções da Corte. Retirar casos criminais da competência do STF é algo já discutido pela direita que pode ganhar força no próximo ano.
Fonte: Gabriela Boechat, da CNN Brasil, Brasília








