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Polícia Federal faz operação contra fraudes de R$ 500 milhões na Caixa

Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, é alvo de mandado de busca e apreensão

Redação por Redação
25/03/2026
em Destaques, Polícia

 

São cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Até o momento, 14 pessoas foram presas. 

Entre os alvos de busca estão Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, e o empresário Luiz Rubini, ex-sócio da empresa. 

 

Desde o início de fevereiro, o Fictor é investigado pela Polícia Federal pelos crimes de gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro, equiparados a valor mobiliário e por operar instituição financeira sem autorização. O grupo tentou comprar o Banco Master no fim de 2025. 

A investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado de obtenção de vantagens ilícitas. O grupo cooptava funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas, inclusive vinculadas a um grupo econômico específico, para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos.

A CNN Brasil apurou que os prejuízos milionários foram não só à Caixa, mas a diversas instituições financeiras, dentre elas Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra. A reportagem entrou em contato com os bancos e aguarda um retorno. Em nota, o Bradesco informou que confia no trabalho da Polícia Federal e aguarda o desfecho das investigações.

A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. A PF também investiga os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas.

Segundo a investigação, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos para dificultar o rastreamento.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão.

Em nota, a defesa do Grupo Fictor e de Rafael Góis informou que o mandado de busca foi cumprido e o celular do empresário foi apreendido. “Foi realizada hoje diligência de busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO da Fictor, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. Apenas o seu celular foi apreendido. Tão logo sua defesa tenha acesso ao conteúdo da investigação, serão prestados os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, com o objetivo de elucidar os fatos”.

A defesa do empresário Luiz Rubini, em nota, informou que não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente.

Fonte: CNN

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